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14
fev
2020

lavoura

Depois de consolidar o projeto de pesquisa sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que consiste no sistema de produção integrada de lavoura, pecuária e floresta no Agreste paraibano, os pesquisadores da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), Embrapa e UFPB entram agora em uma nova fase, que apresenta o resultado dos trabalhos para os agricultores.

Durante os quatro anos das pesquisas, foram testadas várias culturas (milho, sorgo, amendoim, algodão, gergelim, algodão, feijão e soja) e as espécies florestais (ipê, gliricídea e sabiá), além colocar o animal pastejando em períodos de chuva e de estiagens, como complementação protéica. O projeto é fruto de um convênio entre o Governo do Estado, por meio da Empaer, empresa vinculada à Sedap, a Embrapa Algodão e Embrapa Solos contando também com a participação da UFPB, que garante desenvolver nas Estações Experimentais da Empaer em Alagoinha e Umbuzeiro pesquisas sobre o sistema integração lavoura, pecuária e floresta para a região do Agreste.

O pesquisador e gerente da Estação, Rubens Fernandes da Costa, que integra a equipe que acompanha os estudos, disse que após esses quatro anos, houve avanços com as pesquisas, com a conclusão sobre quais os grãos, pastagens e espécies florestais são as melhores opções de cultivo.  “Essa possibilidade abre caminho para o produtor diversificar o cultivo em sua área de forma sustentável, seguindo a prática de conservação de solo com o plantio direto, aumentando a capacidade de aproveitamento da água de chuva com a melhoria do solo a cada ano”, observou.

Os trabalhos são frutos de uma parceria com o Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), tendo a participação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, com a participação da Empaer como integrante do Grupo Gestor, e de outros órgãos.

O projeto Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), faz parte do Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – Plano ABC, que é composto de sete programas que se completam: recuperação de pastagem degradada, a integração lavoura-pecuária-floresta e o sistema agroflorestal, o sistema de plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o chefe da Estação de Alagoinha, pesquisador Rubens Fernandes, desde julho de 2015 o grupo de pesquisadores trabalha com esse projeto nas estações experimentais da Empaer de Alagoinha e Umbuzeiro, com os trabalhos sendo conduzidos e avaliados periodicamente. O projeto de pesquisa integra à Chamada Pública 11/2013-Macroprograma 4 em Rede no Nordeste, que consiste no sistema de integração lavoura, pecuária e floresta.

O plano apresenta alternativas para a conservação ou recuperação do solo, aproveitamento da água e o aumento da produtividade. Essa prática traz maior rendimento econômico para o agricultor. Permite também fazer a recuperação das áreas degradadas para evitar a desertificação e redução do êxodo rural. Seguindo os padrões recomendados, os agricultores poderão produzir com mais eficiência.

Secom-PB


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