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09
set
2020

EJA-aulas remotas

Aulas pelo Google Classroom, TV Paraíba Educa, Aplicativo Paraíba Educa, redes sociais e entrega de atividades impressas são também uma realidade de ensino para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A estratégia pedagógica foi adotada como medida preventiva à disseminação da COVID-19, seguindo o Regime Especial de Ensino da Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia (SEECT).

Sendo uma modalidade que promove o aprendizado a partir da necessidade do aluno, a EJA é destinada aos jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso ou não concluíram o ensino de nível básico na idade regular. E para dar oportunidade a todos de concluir os estudos no Ensino Fundamental e Ensino Médio, a Rede Estadual oferta a modalidade em três formatos: Presencial, Semipresencial e Prisional.

Na Paraíba, 460 Escolas Estaduais ofertam a modalidade EJA, sendo nove escolas destinadas para o curso EJA semipresencial, que são dividas em seis Gerências Regionais de Ensino: João Pessoa, Campina Grande, Patos, Catolé do Rocha, Cajazeiras e Sousa. As matrículas para o curso semipresencial podem ser realizadas durante todo o ano letivo e não há limite de vagas. No ano de 2019 foram matriculados aproximadamente 5.103 alunos nesse formato de curso.

EJA Semipresencial – Diferente da EJA presencial, o curso semipresencial é uma alternativa para jovens e adultos que não dispõem de tempo para frequentar a escola em horário exclusivamente presencial, dando a oportunidade de ingressarem e darem continuidade a seus estudos a partir dos Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. O objetivo é atender a disponibilidade de tempo de cada aluno, respeitando a condição do estudante trabalhador. A modalidade substitui o antigo supletivo.

Em João Pessoa as escolas que oferecem a modalidade EJA semipresencial são: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônia Rangel de Farias; Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio de EJA Professor Geraldo Lafayete e Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Débora Duarte.

Os cursos semipresenciais da EJA são organizados em Unidades Formativas, com tempos pedagógicos alternados. Normalmente, o processo pedagógico não acontece no formato de aulas tradicionais com turmas exclusivas, porém o atendimento aos estudantes se desenvolve durante plantões pedagógicos com orientações especificas para os dois momentos: presenciais na escola e não presenciais, desenvolvidos em ambientes externos e virtuais de forma sequencial.

Mas, por causa da pandemia do COVID-19, as atividades estão sendo realizadas unicamente de forma remota, atendendo as normas de segurança sanitária e visando o cumprimento do currículo, com alternativas metodológicas que se adequem a realidade dos estudantes jovens e adultos, respeitando o tempo, os ritmos e condições de aprendizagens e garantindo o cumprimento da carga horária estipulada nas Diretrizes vigente.

Aulas remotas – A SEECT, no âmbito da Gerência Executiva de Educação de Jovens e Adultos (GEEJA) vem realizando ciclos de acompanhamento pedagógico com todas as escolas que ofertam o curso semipresencial com aulas remotas.  Essa ação é elaborada junto aos gestores, professores e coordenadoras pedagógicas representantes das escolas que integram o Grupo de Trabalho (GT) da EJA semipresencial, coordenado pela GEEJA da Secretaria.

Segundo a Gerente operacional da GEEJA, Célia Varela Bezerra, “o grande desafio é promover a aprendizagem nesse contexto de ensino remoto em tempos pandêmicos, porque as formas como os estudantes da EJA aprendem, fortalecem o vínculo e engajamento deles com a escola, sobretudo, nesse cenário de urgência”, disse.

Para isso, foi realizado um diagnóstico, avaliando cinco pontos: a comunicação – qual o canal de escuta e interação com os estudantes a escola promove; a realização do diagnóstico da comunidade escolar; elaboração do plano de estratégias curriculares que venham atender às necessidades do discente; o acesso dos estudantes às múltiplas estratégias de ensino remoto e o acompanhamento pedagógico do percurso do estudante nessas trilhas de ensino remoto, considerando o ritmo de aprendizagem de cada um, respeitando todos os princípios que estrutura a EJA semipresencial.

Experiências – Para o professor Antonio Formiga, da Escola Estadual de Ensino Fundamental André Gadelha, em Sousa, “é uma nova experiência! Devido à pandemia, estamos encontrando nas dificuldades uma forma positiva para alcançar os estudantes, evitando a evasão escolar; ofertando os conteúdos e atividades e fortalecendo os vínculos por meio de comunicação nas redes sociais”, contou.

Em Patos, na Escola Cidadã Integral Monsenhor Manuel Vieira, a coordenadora pedagógica, Romselly Dias, junto com a equipe de professores organizou na plataforma Google Classroom atividades pedagógicas. “Os estudantes recebem as atividades via e-mail, whatsapp ou impressa, tem um prazo de sete dias para devolver a atividade para correção. Organizando dessa maneira, esperamos que boa parte dos estudantes da EJA Semipresencial possam concluir suas atividades até o final do ano letivo”, falou a coordenadora.

Para o professor Álvaro Mamede, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Manoel Mangueira Lima, em Cajazeiras, a mudança proporcionou crescimento profissional. “O interessante é que o nosso compromisso profissional está sendo assumido, com o propósito de se considerar a existência de um grande desafio que é contribuir para que todos os alunos tenham a oportunidade de concluir os dois níveis de ensino, Fundamental e Médio, e possam escolher entre as diversas possibilidades de vida futura através do Projeto EJA semipresencial”, disse.

Alunos – O estudante do curso semipresencial, Edilson Souza, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Manoel Mangueira Lima, em Cajazeiras, ressalta que “aderir ao ensino remoto durante a pandemia foi essencial, pois não ficamos parados no processo de aprendizagem. Através das plataformas, fazemos leituras, recebemos atividades e podemos tirar dúvidas com os professores”.

A aluna Renata Cristina Diniz, do curso semipresencial da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Débora Duarte, em João Pessoa, está conseguindo se adaptar aos novos métodos de aprendizado. “Tenho um computador em casa, separo as tardes para estudar, vejo as atividades e indicações de leituras que os professores passam no site e quando tenho dúvida, falo com eles. Não estou trabalhando por causa da pandemia, mas ela não tirou a oportunidade de estar estudando e realizando o meu objetivo que é concluir os estudos”, disse a estudante.

Secom-PB


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