dom
03
jan
2021

cartaz_Luciene de Fofinho

A prefeita de Bayeux, Luciene Gomes, mais conhecida como Luciene de Fofinho, distribuiu cartazes em unidades de saúde do município orientando os pacientes a ligarem para ela em caso de receberem mau atendimento na rede municipal. Para isso, ela deixou um número de telefone que seria do “Alô prefeita”. A medida gerou polêmica porque entidades representativas dos servidores e dos médicos entenderam o “recado” como uma forma de assédio moral.

Em seu perfil nas redes sociais, Luciene escreveu sobre o assunto: “Firmamos mais uma vez o compromisso de um atendimento humanizado e de qualidade. Passei por nosso Hospital Materno, Hospital da Mulher, UPA e Secretaria de Saúde, para confirmar que nossos usuários do SUS terão seu direito à saúde da devida maneira”.

cartaz_Luciene de Fofinho

Confira a nota emitida pelo Simed-PB

O Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba lamenta a atitude da Prefeita de Bayeux, que com a disfarçada intenção de resolver os problemas da saúde pública do município, se volta contra os profissionais de saúde e de apoio, em um ato que tangencia o assédio moral.

O bom trato, a cordialidade, a empatia e a humanização são características que devem se fazer presentes em todas as pessoas, inclusive nos profissionais de saúde. Não se nega a existência de maus profissionais ou de más condutas, em qualquer área, mas tais casos não são resolvidos de modo autoritário.

A própria prefeita responde ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), proposta pelo Ministério Público Eleitoral, devido abuso de poder político e tem a oportunidade de se defender em foro competente.

Os problemas da saúde pública de Bayeux são maiores do que os que a prefeita tenta expor, de forma que sua atenção deveria estar voltada para resolver tais problemas. Há UBS sucateadas, com estruturas físicas deterioradas, falta de equipamentos, materiais e EPIs.

Há falta de segurança no ambiente de trabalho. A UBS Tambaí em agosto de 2020 foi invadida por grupo de homens armados que assaltaram pacientes e profissionais de saúde. O Hospital e Maternidade João Marsicano já foi interditado algumas vezes pelo CRM-PB e pela Agevisa.

A prefeitura de Bayeux, de acordo com o portal Sagres do Tribunal de Contas do Estado em outubro de 2020, possui apenas 20 médicos efetivos (concursados) enquanto que o número de médicos com contratações precárias é de 98 médicos, situação bastante irregular.

O SIMED-PB já denunciou ao Ministério Público a falta de condições de trabalho e de EPIs em algumas unidades de saúde do município. Também já ajuizou ação para cobrar o pagamento dos salários dos médicos do PSF, de abril de 2020, ainda hoje não pagos.

Por fim o SIMED-PB sugere que os profissionais de saúde e de apoio aproveitem a oportunidade e façam suas reclamações sobre as más condições de trabalho, atraso de pagamento dos salários e demais irregularidades, através do telefone do ALÔ PREFEITA disponibilizado pela gestora.

ParlamentoPB


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