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18
fev
2021

Covid-19-Boletim_Brasil

Além da alta letalidade da covid-19 no Brasil, mentiras e fake news atrapalham programa de vacinação. Desinformação vem, sobretudo, do governo Bolsonaro.

Rede Brasil AtualO Brasil registrou mais um dia de alta letalidade diante da covid-19. Nas últimas 24 horas, foram 1.367 vítimas. Esta quinta-feira (18) superou o último dia 9 como o segundo com mais mortes pelo vírus na segunda onda do surto no país. Desde o primeiro contágio, em março, morreram 243.457 pessoas, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

A média diária de casos, calculada em sete dias, é superior a mil desde 21 de janeiro. Com 51.879 novos casos no último período, já são 10.030.626 infectados desde março. Esse número não leva em conta a ampla subnotificação, já que o Brasil testa pouco seus cidadãos.

O país também descarta medidas recomendadas pela ciência para frear o vírus. O resultado: o segundo com mais mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que testa mais e vacina mais. Os norte-americanos já testaram mais de 55 milhões de cidadãos, sendo 1 milhão apenas no último sábado (13). No Brasil, somente 5,5 milhões foram testados até agora. O programa de imunização brasileiro, referência em outros tempos, segue agora a passos lentos e com problemas. O principal responsável pela morosidade é o governo do presidente Jair Bolsonaro, que seguiu pelo caminho de negar a ciência e atacar vacinas durante o período pandêmico.

Segurança

Somente 2,64% da população ou cerca de 5,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil. O levantamento consolidado é da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, divulgado na terça-feira (16). Além dos desafios criados por uma logística incompetente do governo federal para assinar contratos de distribuição de vacinas, mentiras e fake news também atrapalham o processo.

Mais de 70% dos indígenas aldeados da Amazônia ainda não receberam vacinas. Relatos do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Rio Tapajós, no Pará, dão conta de que mentiras disseminadas entre as aldeias criam rejeição à vacina. Grande parte dos brasileiros indígenas relatam medos sobre a segurança dos imunizantes. Entre os receios está o de “virar jacaré”, como Bolsonaro afirmou que aconteceria. O presidente também chegou a dizer que vacinas causariam “anomalias”.

A realidade, claro, é distinta do que divulga Bolsonaro. De acordo com artigo publicado pela revista científica Nature, as vacinas contra a covid-19 possuem excelência no quesito segurança.

O artigo compila estudos que dão conta de 185 milhões de doses já aplicadas. Nenhuma morte foi relatada em decorrência das vacinas. Por exemplo, foram detectadas cinco reações alérgicas fortes e reversíveis por milhão de doses de vacinas de RNA mensageiro, como a da Moderna. E 10 reações alérgicas fortes e reversíveis por milhão de aplicações da vacina da AstraZeneca.

Brasil 247


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