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23
set
2021

Declaração da vereadora de João Pessoa foi dada em vídeo nas redes sociais. O conselho contraria as recomendações das autoridades sanitárias

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A vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (Progressistas) sugeriu, em vídeo nas redes sociais, que adolescentes não se vacinem contra a Covid-19, contrariando as recomendações das autoridades sanitárias.

Para justificar a recomendação, a parlamentar usou a informação falsa de que os imunizantes têm dado problemas de saúde.

“Se eu tivesse um filho menor de 18 anos eu não daria a vacina, principalmente por conta que essa vacina é experimental, o custo-benefício é muito baixo, então é muito mais arriscado você dá a vacina ao seu filho, sabendo que ela tá causando muitos problemas. Então pelo amor de Deus não vacine seu filho não”, declarou.

Em entrevista ao Paraíba Já, o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), vereador Dinho (Avante) defendeu a imunização do grupo, respeitando os ideais pessoais da parlamentar.

“Na minha posição, é o contrário. A gente tem que vacinar. A Câmara fez campanhas para incentivar a vacinação, disponibilizamos a sede para imunização e testes rápidos. Temos um projeto pessoal de incentivo com os servidores e estamos trabalhando de forma híbrida, tendo cautela pois a pandemia ainda não acabou. A posição do presidente é avançar e cobrar a prefeitura para acelerar ainda mais a vacinação. Acredito que essa pandemia só vai passar quando todos estiverem vacinados”, pontuou.

Outro parlamentar que opinou sobre o aconselhamento de Eliza foi Marcos Henriques, do PT, que classificou a suspensão da vacinação pelo Ministério da Saúde como irresponsável.

“Eu também não tenho um filho menor de 18 anos, mas se tivesse com certeza ele seria vacinado. Vacina é sinônimo de amor à vida”, comentou.

A promotora da Saúde de João Pessoa, Jovana Tabosa também defendeu a imunização e lembrou aos pais que a Capital já imuniza adolescentes com mais de 16 anos sem comorbidades.

Nesta quinta-feira (23), a prefeitura aplica a primeira dose para o público a partir de 18 anos sem comorbidades e segue ampliando a aplicação da terceira dose para idosos a partir de 74 anos, além de seguir imunizando com a segunda dose as pessoas que receberam a D1 da Coronavac há mais de 28 dias, e Astrazeneca e Pfizer há 90 dias.

Paraíba Já


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