ter
09
nov
2021

João azevêdo_exposição_Funesc

O governador João Azevêdo prestigiou, ontem (8), no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, a abertura da edição 2021 do projeto ‘Panapaná – Novembro das Artes Visuais’, com a exposição ‘Claustrum’, do artista plástico paraibano Flávio Tavares. A iniciativa marca a retomada das ações presenciais na Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), após um ano e oito meses de equipamentos culturais fechados.

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual ressaltou o esforço do governo para dar as respostas necessárias ao enfrentamento da pandemia que viabilizaram a flexibilização de atividades e a abertura de espaços de cultura. “Os números da Paraíba permitem que nós flexibilizemos algumas atividades, como as culturais que estão sendo o carro-chefe desse momento porque a cultura faz parte da nossa vida e tivemos recentemente a grata satisfação de ver um sonho de todos os paraibanos realizado com a inauguração do Museu da Cidade de João Pessoa”, frisou.

Ele também elogiou o trabalho do artista plástico Flávio Tavares. “Representa a demonstração da capacidade do ser humano de vencer os desafios que a vida impõe. Eu fico muito feliz de ter a oportunidade de participar desse momento importante para o estado e contemplar uma obra tão extraordinária quanto a do nosso grande artista. Retomamos as atividades na Funesc com um padrão extraordinário porque as criações de Flávio ficarão eternamente na nossa história porque ele é um grande mestre da pintura”, acrescentou.

As telas expostas por Flávio Tavares trazem como tema ‘família’, ‘infância’, ‘juventude’ e ‘inferno’ e juntas formam um quadrilátero, que simula um ambiente de enclausuramento. Em ‘Claustrum’, os visitantes poderão apreciar dezenas de ilustrações e outras pinturas que representam o percurso de criação do artista até chegar ao resultado final desta exposição.’Claustrum’, que significa ‘clausura’ em latim, surge como inspiração do artista em meio à pandemia da Covid-19.

“Essa é uma maneira de contribuir dentro desse clima claustrofóbico em que as pessoas estiverem dentro de casa e de passar um pouco da didática e do mistério de como um quadro surge e termina. A pandemia foi e está sendo um susto mundial e o artista não pode ficar longe do seu tempo e a memória funciona no passado e no presente”, disse Flávio Tavares.

O artista paraibano também celebrou a retomada das atividades culturais. “O contato com o público, mesmo que seja reduzido, é gratificante para a arte e para o artista, é como a primavera porque você vai sentindo que as pessoas estão olhando e rindo, principalmente em um espaço como esse, na Galeria Archidy Picado, que me faz sentir muito bem”, completou o artista que também recebeu uma homenagem da Funesc.

O secretário de Estado da Cultura, Damião Ramos, parabenizou Flávio Tavares pela exposição e sucesso de Claustrum. “Muitas cidades gostariam de ter uma exposição de Flávio Tavares pelo valor deste grande pintor que vai além de suas obras porque nelas estão contidas também o futuro. Flávio escreve com os pincéis, é um eterno enclausurado, pensando, imaginando, pintando e quando sai nos presenteia com obras belas como as que vimos hoje. A Funesc está de parabéns pela realização do evento e por iniciar o resgate do tempo perdido durante a pandemia”, falou.

O presidente da Funesc, Pedro Santos, destacou o simbolismo da primeira ação da Fundação com o público. “Esse é um momento que tem vários significados. Nós estamos prestando uma homenagem a uma pessoa que há quase sete décadas se dedica ao desenvolvimento das artes visuais na Paraíba. Além disso, marca a reabertura, obedecendo um protocolo de retomada gradual, experimental e conseguimos receber o público com segurança para os artistas e para a equipe da Funesc”, disse.

Ele também falou da expectativa para as próximas programações da Fundação. “Nós vamos ter uma série de ações presenciais que vão ser realizadas ao longo de novembro, a exemplo do festival Pretitudes, voltado ao protagonismo da arte negra. Vamos ter o Dia do Samba em dezembro e, a partir de agora, a gente retoma com uma certa regularidade as atividades, mas sempre destacando o cuidado com o uso de máscara, distanciamento social e seguindo os protocolos”, acrescentou.

A exposição ‘Claustrum’ fica aberta até o dia 15 de janeiro de 2022 na Galeria Archidy Picado, localizada no Espaço Cultural. O horário de visitações é das 8h às 12h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira, exclusivamente mediante agendamento no site www.agendamentos.pb.gov.br. Para ter acesso, é obrigatório ainda apresentar o cartão de vacinação contra a Covid-19, com pelo menos 14 dias após a primeira dose e uso de máscara. A retomada dos trabalhos da Funesc também foi marcada por uma apresentação do Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Secom-PB


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