ter
09
nov
2021

André Ramon_Vilenilde Arruda(Foto: Arquivo Pessoal)

Após seis tentativas, André Ramon, 26 anos, conseguiu passar no curso de medicina pela Universidade Federal do Acre (Ufac). Ele recebeu a notícia no dia 10 de agosto. Mais velho de seis irmãos, ele mora com a família em uma casa de madeira no bairro Jardim Brasil, em Rio Branco, capital do estado.

No vídeo, gravado por um vizinho dele, os dois se abraçam emocionados. "Fiquei anestesiado quando soube. Parecia que eu tinha saído do meu corpo. Era algo que, às vezes, parecia distante e que nunca ia chegar. Mas, de repente, meu nome estava ali na lista. Foi o dia mais feliz da minha vida", afirmou. Os relatos são do jornal Folha de S.Paulo, que publicou o vídeo.

O jovem decidiu ir ao trabalho da mãe, a faxineira Vilenilde Arruda, para fazer uma surpresa.

"Sempre existiram críticas. Me chamavam de vagabundo. Quando completam 18 ou 19 anos, filho de pessoas pobres precisam trabalhar. Como medicina é um curso difícil de passar, a gente tem que se dedicar integralmente", complementou. "Isso fazia com que eu não fosse bem-visto pelas pessoas. Além de vagabundo, me chamavam de inútil, porque eu não trabalhava".

Brasil 247


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