sáb
01
jan
2022

UFPB

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estão avaliando a atividade antiviral e anti-inflamatória do esteroide cardiotônico ouabaína contra o Zika vírus (ZIKV) a fim de contribuir para o desenvolvimento de novas substâncias terapêuticas para o tratamento da Zika, arbovirose causada pelo Zika vírus, que é transmitido pela picada de mosquitos do gênero Aedes.

Em bioquímica, os esteroides são um composto orgânico que desempenham papel metabólico e hormonal importante. Especificamente, os esteroides cardiotônicos exercem poderosa ação sobre o miocárdio, o músculo cardíaco. A ouabaína é uma matéria originalmente extraída da planta Strophantus gratus, uma trepadeira lenhosa. No entanto, atualmente é considerada uma substância endógena presente em mamíferos, com inúmeros efeitos biológicos.

Nos experimentos do estudo da UFPB, o esteroide ouabaína será testado em células epiteliais renais de macaco, denominadas de Vero, e em neuroblastomas do tipo SH-SY5Y, linha celular derivada humana usada em pesquisas científicas. As análises ocorrerão no Laboratório de Imunobiotecnologia do Centro de Biotecnologia (Cbiotec) da UFPB, no campus I, em João Pessoa.

“Espera-se que a ouabaína (substância teste) apresente atividade antiviral contra o ZIKV e seja capaz de modular resposta imune ao vírus da Zika”, afirma Sandra Rodrigues Mascarenhas, professora do Departamento de Biologia Celular e Molecular da UFPB e coordenadora do projeto de pesquisa.

Também tese da doutoranda Deyse Carvalho, o estudo tem previsão de conclusão em 18 meses e é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), com recursos na ordem de R$ 40 mil, usados na compra de materiais e de reagentes químicos.

A pesquisa conta com a colaboração da doutoranda da UFPB Éssia de Almeida Lima e do professor Lindomar José Pena, vinculado ao Departamento de Virologia do Instituto Aggeu Magalhães – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco. Uma parceria internacional com o professor Scott Weaver, do Departamento de Microbiologia e Imunologia da University of Texas Medical Branch, nos Estados Unidos da América (EUA), está sendo firmada.

Sandra Rodrigues Mascarenhas alerta que a infecção pelo Zika vírus é considerada um problema de saúde pública mundial porque o organismo está associado a distúrbios neurológicos graves, como a Síndrome de Guillain-Barré e a microcefalia em fetos.

Ascom/UFPB


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