seg
24
dez
2018

Ricardo Coutinho-1

Por  Aldo Lopes de Araújo

Dá um tempo, Ricardo Coutinho, para quê tanta inauguração de obras? Onde esse cara foi buscar tanto dinheiro? Vai ser Papai Noel assim lá em casa! Daqui da cidade de Natal, sempre que sinto saudades da terrinha, tão logo me levanto, dou uma rápida esquadrinhada na blogosfera, navego pelo mundo até ancorar na Paraíba e depois com um simples compasso dou mais um passo e chego a Princesa, posiciono o joystick de comando e minha canoa interestelar faz conexão com os blogs de Zé Duarte e de Tião Lucena. E o que vejo neles? Só notícias de Ricardo Coutinho. Uma obra inaugurada de hora em hora, a folha salarial rigorosamente em dia, décimo terceiro pago, aumento salarial do funcionalismo e serviço público de qualidade em todos os níveis funcionando. Tudo isso porque o Governo recuperou a capacidade de investimento da Paraíba, cortou gastos, enxugando a máquina e opôs resistência aos repasses dos duodécimos para o Judiciário e Assembléia Legislativa, de modo a não sacrificar os servidores públicos nem o crescimento econômico do estado.

Aqui no Rio Grande do Norte o descalabro administrativo é de dar desgosto. Só para ficar no sistema de segurança pública, a Polícia Militar ameaçou se aquartelar semana passada, mas a promessa de receber o décimo terceiro do ano passado no dia 28 deste mês freou o movimento. A possibilidade de um calote é algo considerável. A polícia Civil quando “civil” fora do negócio, manifestou indicativo de paralisação para segunda-feira. Robinson Faria descobriu que o bucho dos pêpas é diferente das panças dos policiais civis. Os delegados (apenas os associados à ADEPOL) obtiveram um bloqueio judicial dos valores correspondentes ao benefício de 2017, mas não adiantou porque deram com o cofre vazio. E o salário do mês de dezembro, bem como o décimo de 2018, nem se fala. Enquanto isso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte está com salários atualizados, 13º de 2018 e R$ 500 milhões em sobras orçamentárias. A Assembléia Legislativa também nadou no dinheiro das tais sobras, chegando a distribuir viaturas para alguns municípios, avocando para si uma atividade vinculada ao Poder Executivo.

O governador do RN está deixando para Fátima Bezerra quatro folhas de pagamento dos servidores em atraso, uma dívida de quase dois bilhões, coisa que não acontece na Paraíba. Ricardo Coutinho elegeu seu sucessor no primeiro turno e vai entregar o estado com as contas saneadas, porque tomou as medidas de contenção de gastos, cortou o excesso de funcionários no tempo certo, fez investimentos nos setores produtivos, não praticou a política do toma lá da cá, tampouco atraiu adesões mediante compra de apoio, esses métodos nefastos capazes de bichar qualquer administração. Não tolerou corrupção e no tempo certo enxotou os mamutes da velha prática política do coronelismo e desmantelou as velhas oligarquias.

De Ponta Negra ao Alto Oeste, nos confins da tromba do elefante, muitos potiguares já ouviram falar em Ricardo Coutinho e alguns até andaram sugerindo a Robinson Faria pedir Ricardo emprestado para ele botar o Rio Grande do Norte nos trilhos. Essa conversa já rende uns meses. A uma semana para entregar o governo a Fátima, Robinson não tem mais tempo para ser acudido. Em suas Crônicas Escolhidas, a jornalista Maria Manelome, presidente da Academia de Letras do Saco dos Caçulas e chefe do movimento LGBT de Lagoa de São João anotou que Ricardo Coutinho foi o governador que mais fez estradas na Paraíba, estradas, escolas, hospitais, creches, viadutos, ciclovias, bibliotecas, parques, praças etc. Quando sua última obra rodoviária chegou a alcançar a divisa com o estado do Ceará, Ricardo não se conformou, mandou tocar os trabalhos. Um ano depois a construtora ligou dizendo que estavam chegando na cidade de Picos, no Piauí. Só então ele mandou o pessoal retornar.

Ricardo Coutinho devolveu a dignidade e a autoestima aos paraibanos. Para mim, o seu maior mérito foi enterrar para sempre certos dinossauros da política paraibana que tantos prejuízos causaram aos cofres do poder público, um mal que vem desde os tempos do escândalo do Porto do Capim, desde os tempos do imperador. Para mim ele é o mesmo cara simples e inteligente e leal que encontrei pela primeira vez, lá pelos idos dos anos 80, na pequena sala do Sindicato dos Farmacêuticos. Eu era repórter do jornal O Norte e o chefe de redação havia me escalado para uma entrevista com o jovem presidente da entidade. Era magro e alto, do jeito que é hoje, só não tinha os cabelos embranquecidos e nem sonhava chegar aonde chegou.


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Sem sombra de duvidas Ricardo Coutinho é um exemplo a ser seguido Brasil afora. Com uma administração irretocável não teve oposiçao que conseguisse derrubar o candidato indicado por ele, sem passado político, apenas um passado de trabalho muitos deles como secretário de RC. Viva o trabalho, viva a Paraiba …



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