seg
07
jan
2019

Carlos-Romero

Faleceu na noite de ontem (6), em João Pessoa, o escritor, advogado e professor universitário Carlos Romero. Membro da Academia Paraibana de Letras (APL) e colunista do Jornal Correio, ele estava internado no Hospital Nossa Senhora das Neves. A causa da morte não foi divulgada.

A morte de Carlos Romero foi anunciada pelo seu filho, o arquiteto Germano Romero, no Instagran.

“Louvo a Deus, não com pesar, mas com imensa gratidão, pela oportunidade que me foi concedida de ter, nesta encarnação, um pai como Carlos Romero – um exemplo inenarrável de ser humano puro, amigo, humilde e incondicionalmente solidário. Um tesouro que levarei para a eternidade, onde a traça e a ferrugem não corroem. Absolutamente certo de que, do “lado de lá”, ele continuará a ser o meu maior amigo, conselheiro e grande exemplo de rara dignidade, com quem ainda muito aprenderei”, disse Germano Romero a postagem.

O corpo de Carlos Romero stá sendo velado em sua residência, em Tambaú, e será sepultado, às 16h, no Cemitério Senhor da Boa Sentença, no Centro.

“Carlos Romero foi o primeiro cronista de A UNIÃO. Apenas 31 anos separavam o tempo do escritor das primeiras páginas desse centenário periódico da República, que em 2 de fevereiro próximo, completa 126 anos. O professor Carlos, portanto, aos 95, teve sua vida entrelaçada à vida do jornal, que por suas crônicas escritas até os dias atuais, misturou suas experiências à vida de seus leitores. Assim deu-se a milhões de admiradores(as), tornando públicos seus pensamentos, entregando sua sabedoria, sua visão pessoal da vida e, sobretudo, da morte, espiritualista que era. Professor Carlos Romero, um homem público sem necessidade da política partidária nem cargos eletivos; um ser humano que entrava – pelas suas crônicas impressas no jornal – nas casas de seus leitores(as), e de lá não mais saia. Cada linha, cada palavra, cada título, ficavam gravados em mentes e corações. Ontem, às 18h40, “rompeu o casulo e voou seu mais livre e iluminado voo”, me disse, sereno, seu filho Germano Romero. Assim como o cronista, só quero voar com autonomia e comando da cabine. Voar por instrumentos, no automático, é um voo frio, sem emoções. Não nos esqueça, professor!”, disse hoje em uma postagem nas redes sociais a jornalista Albiege Fernandes, diretora do Jornal Jornal A União.

Nascido em Alagoa Nova em 10 de junho de 1924, Carlos Romero teve intensa atuação nos círculos intelectuais do Estado, sendo um dos principais colaboradores do jornal “A União”, onde dirigiu o suplemento literário “Correio das Artes”, “Correio da Paraíba” e o extinto “O Norte”. Carlos Romero também foi professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

ParlamentoPB


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