seg
04
mar
2019

mourão_Agência Brasil

"Em dois meses no Itamaraty, Ernesto Araújo quase empurrou o Brasil para o primeiro conflito com um país vizinho desde 1870, alienou aliados europeus, árabes e asiáticos e ridicularizou a instituição que chefia com as suas manifestações públicas.", aponta o especialista Mathias Alencastro, doutor em ciência política pela universidade de Oxford. "Esse espetáculo de amadorismo precipitou uma intervenção da ala militar do governo, encabeçada pelo general Hamilton Mourão".

247 – A incapacidade do chanceler brasileiro Ernesto Araújo, indicado pelo astrólogo Olavo de Carvalho para o cargo no governo de Jair Bolsnaro, fez com que o general Hamilton Mourão assumisse informalmente o comando da política externa. É o que aponta Mathias Alencastro, doutor em ciência política por Oxford.

"Em dois meses no Itamaraty, Ernesto Araújo quase empurrou o Brasil para o primeiro conflito com um país vizinho desde 1870, alienou aliados europeus, árabes e asiáticos e ridicularizou a instituição que chefia com as suas manifestações públicas", diz ele, em artigo. "Esse espetáculo de amadorismo precipitou uma intervenção da ala militar do governo, encabeçada pelo general Hamilton Mourão."

"Diante do ocaso de Araújo e da afirmação de Mourão, é imperativo analisar a diplomacia brasileira sob o prisma da trajetória e do posicionamento do vice-presidente, que ficará a cargo de tomar decisões operacionais e definir estratégias", aponta. "A partir de agora, a distinção entre o chanceler de fato e o de jure deve ser utilizada para fazer a diferença entre a realidade e a propaganda."

Alencastro lembra ainda que caberá a Mourão restaurar a confiança dos países-membros dos Brics a tempo da próxima reunião de cúpula, agendada para outubro.

Brasil 247


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