dom
07
abr
2019

Ex-governador da PB estranhou condução do Executivo com relação à articulação em prol da Reforma

Ricardo Coutinho_reforma da Previdência

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), não crê que a Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro passe pela Câmara dos Deputados. Ele estranhou a forma com que o Executivo vem conduzindo as articulações, realizando ataques gratuitos e causando tensões desnecessárias com os outros poderes.

“Do jeito que aí está, acho que não [passa no Congresso Nacional]. Tem um fator forte da incompetência do Governo. O ataque gratuito que se faz a um presidente da uma Casa, da Câmara dos Deputados, não é uma coisa muito normal no Brasil. Aliás, em canto nenhum. Se têm choques, mas que precisam ser administrados,  particularmente, por quem está no Executivo porque senão você pode ter um problema prolongado. A não ser que o governo queira outra coisa: tensionar com as instituições, com o Supremo, com Câmara e com o Senado no sentido de construir outros objetivos. A Reforma do jeito que está, evidentemente não passa”, afirmou.

Ricardo criticou ainda o modelo de capitalização proposto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, dizendo que representa o fim da Previdência Social e citando o exemplo do Chile, que adotou o modelo e convive hoje com índices recordes de pobreza e suícidios na 3ª idade.

“Uma adequação do nosso sistema previdenciário não pode prever o fim da previdência social. A capitalização inviabiliza a previdência social, que é a previdência de todos, da população. Você não pode ter um trabalhador apostando, recolhendo recursos e, no fim de sua vida, viver com aquilo que ele conseguiu juntar. Evidentemente a experiência do Chile foi terrível e traumática”, ponderou.

Paraíba Já


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