sáb
31
ago
2019

Leandro Fortes

Membro do Jornalistas Pela Democracia e colunista do Brasil 247, Leandro Fortes falou no Encontro de Assinantes do 247 em Brasília sobre a influência da mídia no golpe de 2016 e, por consequência, na situação atual do país. “Temos no Brasil hoje um agrupamento de jornalistas muito mau-caráter que são responsáveis por isso e hoje estão escrevendo fartamente artigos horrorizados com o Bolsonaro. Essas pessoas são responsáveis por eles, são padrinhos e madrinhas dessa gente”, criticou.

247 – O jornalista Leandro Fortes, membro do Jornalistas pela Democracia e colunista do Brasil 247, debateu a influência da mídia no cenário atual brasileiro durante o Encontro de Assinantes do 247 em Brasília e culpou quem chamou de “jornalistas mau-caráter”, inclusive pela ascensão de Jair Bolsonaro e os recentes incêndios na Amazônia.

Fortes afirmou que o país vive o “apogeu de uma classe jornalística” e que os profissionais da área transformaram a função intelectual do jornalista em uma atividade de “tarefeiros”. 

“Nós falamos de uma forma envergonhada da ação dos jornalistas brasileiros em relação ao estado de coisas em que nós nos encontramos hoje. Não é a família Marinho, não é o bispo, não são os donos das emissoras que fizeram e fazem essas atrocidades hoje nos noticiários. São repórteres, jornalistas que mentem e distorcem, que são subservientes, servis, que transformaram a atividade jornalística em uma atividade de tarefeiros”.

Ele também culpou os que chamou de “jornalistas-mau caráter” pela crise no país, que inclui a ascensão de Bolsonaro e as recentes queimadas na Amazônia. “Temos no Brasil hoje um agrupamento de jornalistas muito mau-caráter que são responsáveis por isso e hoje estão escrevendo fartamente artigos horrorizados com o Bolsonaro, chorando pitangas pelos incêndios na Amazônia, reclamando pelos maus modos do filho do Bolsonaro. Essas pessoas são responsáveis por eles, são padrinhos e madrinhas dessa gente”.

Leandro Fortes também teve cautela ao avaliar a possibilidade de uma mídia democrática com o advento da internet e colocou a viabilidade desta nas mãos dos profissionais que estão trabalhando neste projeto.

“A discussão de termos ou não uma mídia democrática e a utilização de plataformas digitais para isso vai ter que passar, necessariamente, sobre quem vai trabalhar nisso. Se você parar para olhar esse universo, é tudo muito incipiente, para não falar indigente porque não há formação para esses jornalistas trabalharem, as pessoas estão se jogando como comunicadoras nas redes sociais sem nenhuma formação para fazerem isso”.

Brasil 247


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