sáb
31
ago
2019

SUA MAJESTADE, O REI DO RITMO, JACKSON DO PANDEIRO

Se formos falar de José Gomes Filho, certamente pouca gente saberá quem é. Mas esse paraibano, da cidade de Alagoa Grande, no Brejo do estado, ganhou o mundo com sua genialidade e versatilidade musical.

Pois bem, José Gomes Filho, é nada mais, nada menos, do que Jackson do Pandeiro, ou simplesmente, o ‘Rei do ritmo’, como ficou conhecido no mundo da música.

Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, no Engenho Tanques. Após a morte do pai, José Gomes, no início da década de 1930, a família decide mudar-se para a cidade de Campina Grande. A pé, Flora (mãe) e três filhos. José (Jackson), Severina e João, vão tentar uma nova vida, após quatro dias de viagem.

Na Rainha da Borborema, Jackson trabalhou como engraxate, ajudante de padaria e nas noites, tocava no Cassino Eldorado. Na feira central da cidade, bebeu da fonte de muitos artistas populares, como por exemplo, violeiros.

Mudou-se para a capital João Pessoa nos anos 40 e continuou sua vida de músico tocando em boates e cabarés, sendo, logo a seguir contratado pela Rádio Tabajara para atuar na orquestra daquela emissora, sob a batuta do maestro Nozinho, a quem o acompanhou em sua ida a Recife para trabalhar na Rádio Jornal Comércio.

Somente em 1953, com trinta e cinco anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: “Forró em Limoeiro”, rojão composto por Edgar Ferreira.

E daí não parou mais. Sua música conquistou o Brasil e o mundo. Dentre os principais sucessos do músico estão:

  • Forró em Limoeiro, Edgar Ferreira (1953)
  • Sebastiana, Rosil Cavalcanti (1953)
  • A mulher do Aníbal, Genival Macedo e Nestor de Paula (1954)
  • Vou gargalhar, Edgar Ferreira (1954)
  • Xote de Copacabana, Jackson do Pandeiro (1954)
  • Cabo Tenório, Rosil Cavalcanti (1954)
  • Um a um, Edgar Ferreira (1954)
  • Coco do Norte, Rosil Cavalcanti (1955)
  • Forró em Caruaru, Zé Dantas (1955)
  • Cremilda, Edgar Ferreira (1955)
  • Ele disse, Edgar Ferreira (1956)
  • O canto da ema, de João do Vale, Ayres Viana e Alventino Cavalcanti (1956)
  • Rosa, Ruy de Moraes e Silva (1956 )
  • Falso toureiro, José Gomes e Heleno Clemente (1956)
  • Cumpadre João, Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcanti (1958)
  • Dezessete na corrente, Edgar Ferreira e Manoel Firmino Alves (1958)
  • Cantiga do sapo, Buco do Pandeiro e Jackson do Pandeiro (1959)
  • Casaca-de-couro, Ruy de Moraes e Silva (1959)
  • Chiclete com Banana, Almira Castilho e Gordurinha (1959)
  • Lágrima, Jackson do Pandeiro, José Garcia e Sebastião Nunes (1959)
  • Forró de Surubim, Antônio Barros e José Batista (1959)
  • Velho gagá, Almira Castilho e Paulo Gracindo (1961)
  • Como tem Zé na Paraíba, Catulo de Paula e Manezinho Araújo (1962)
  • Samba do birim bim bim, Barbosa da Silva e Paulinho (1964)
  • Bodocongó, de Humberto Teixeira e Cícero Nunes (1966)
  • Sina de cigarra, Delmiro Ramos e Jackson do Pandeiro (1972)
  • Chuchu beleza, João Silva e Raymundo Evangelista (1973)

Morte

Jackson do Pandeiro morreu aos 62 anos, em 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. O cantor estava em turnê pelo país.

Paraiba.com.br


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