ter
14
jan
2020

bolsonaro-guedes-Agência Brasil
Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes

Depois de editar MP fixando o salário mínimo em R$ 1.039, para este ano, com base na projeção da inflação do período, o governo recuou e decidiu aplicar o INPC do período que acabou fechando o ano mais alto, de 4,1% para 4,48%, elevando para R$ 1.045, a partir de fevereiro.

O governo Jair Bolsonaro decidiu conceder aumento do salário mínimo em 2020, repondo a inflação pelo INPC, e elevando de R$ 1.039 para R$ 1.045.

Em 31 de dezembro, Bolsonaro editou uma medida provisória fixando o salário mínimo em R$ 1.039, para este ano. O reajuste de 4,1% em relação aos R$ 998 do ano passado foi calculado com base na projeção para o INPC, que acabou fechando o ano mais alto, em 4,48%. Portanto, o reajuste concedido pelo governo estava abaixo da inflação do período.

Além disso, o reajuste do ficou menor do que o concedido para beneficiários do INSS que recebem mais que um salário mínimo, que já seguiu a inflação fechada do ano. Na prática: mais ricos teriam um aumento maior que os mais pobres.

O anúncio da correção saiu após reunião com a equipe econômica do ministro Paulo Guedes, da Economia. O governo chegou a cogitar corrigir a distorção só em 2021, mas essa solução foi descartada. Num ano eleitoral, tal decisão poderia aumentar a rejeição ao governo.

A medida vai representar R$ 2,13 bilhões aos cofres públicos em 2020, principalmente por conta dos benefícios pagos a idosos carentes, abono salarial e a maior parte das aposentadorias são indexadas ao mínimo.

Brasil 247


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