dom
05
abr
2020

trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a decisão de reter máscaras de saúde que seriam vendidas a outros países.

O presidente Donald Trump rejeitou as acusações de "pirataria moderna" em relação à proibição de exportações de máscaras da empresa 3M e apreensão de carregamentos destinados a seus aliados na Europa.

A Casa Branca exigiu, na sexta-feira (3), que a maior fabricante mundial de máscaras respiratórias 3M deixasse de exportar as suas máscaras N95 para o Canadá e para a América Latina, a fim de fornecer principalmente aos próprios EUA.

"Não teve atos de pirataria. Foi o oposto […] Estamos muito decepcionados com a 3M. Eles podem vender a outros, mas deviam estar cuidando do nosso país", lamentou o líder americano.

Sem esclarecer exatamente o que quis dizer com "oposto da pirataria", Trump sugeriu aparentemente que existiam alguns motivos perfeitamente legais para apreender remessas internacionais.

"Precisamos das máscaras, não queremos que outros as obtenham. É por isso que estamos usando a Lei de Produção de Defesa [DPA, na sigla em inglês] de forma muito poderosa. Você pode chamar isso de retaliação, porque é isso que é, é uma retaliação. Se as pessoas não nos derem o que precisamos, seremos muito duros", alegou Trump, prevendo que o coronavírus irá causar "muitas mortes" no seu país nas próximas semanas.

A multinacional 3M alertou a administração norte-americana para os perigos de invocar a DPA para limitar as suas exportações de fábricas americanas para outros países e perturbar complexas redes de abastecimento globais.

Represálias de países

"Cessar todas as exportações de máscaras respiratórias produzidas nos EUA causaria provavelmente represálias por parte de outros países, que fariam o mesmo, como alguns já fizeram. Se isso acontecesse, o número líquido de máscaras disponibilizadas para os EUA diminuiria efetivamente", afirmou a 3M em declaração.

No início desta semana, uma entrega de 200 mil máscaras proveniente de uma fábrica da 3M na China, destinada a Berlim, foi confiscada e desviada para os EUA, segundo o ministro do Interior alemão Andreas Geisel, que envergonhou os "parceiros transatlânticos" por esse "ato de pirataria moderna".

Os EUA já registraram 312 mil casos de infecção pelo SARS-CoV-2, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Destes, 8,5 mil pessoas infectadas morreram e quase 15 mil recuperaram.

Brasil 247


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