sáb
01
abr
2017

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Criado pelo Governo do Estado em março de 2012, o Projeto de Inclusão Social através da Música e das Artes (Prima) chega aos cinco anos com muitas conquistas ao longo desse período, levando novas perspectivas a comunidades de grande risco social. Atualmente, são mais de 1,2 mil alunos inscritos, distribuídos em 70 núcleos de formação, incluindo orquestras sinfônicas, grupos, duetos, entre outros.

Idealizado pelo governador Ricardo Coutinho e inspirado em projetos de inclusão social similares, a exemplo do El Sistema, da Venezuela, e do Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Infantis e Juvenis da Bahia), o Prima atua em nove municípios paraibanos, do Litoral ao Sertão, com foco em crianças e em adolescentes carentes da rede pública de ensino.

Para o chefe do executivo paraibano, a filosofia de um dos maiores projetos de inclusão social do Governo do Estado vai muito além da aprendizagem musical. “É uma satisfação muito grande ver que os jovens estão sendo incluídos na sociedade não apenas tocando um instrumento, mas viver em sociedade e encarar a vida com mais disciplina e seriedade, abrindo os olhos para novas perspectivas, superando as adversidades”, destacou Ricardo Coutinho.

A diretora-geral do Prima, Priscila Santana, ressalta que motivos não faltam para comemorar os cinco anos do projeto na Paraíba. “As nossas conquistas são diárias. Nós acabamos de ter cinco alunos aprovados na Orquestra Jovem da Paraíba, uma das grandes orquestras da Paraíba. São alunos que vieram de polos como Alto do Mateus, de Cabedelo, e concorreram com pessoas que fizera mestrado, doutorado”, destacou.

Para a maestrina Priscila Santana, um dos maiores desafios é a ampliação do projeto. “O Prima é uma política pública do Governo do Estado. Por isso, o nosso grande foco é a institucionalização do projeto, para que possamos continuar atendendo a esses alunos”, disse, destacando que outro objetivo é a aproximação com a comunidade, a exemplo de visitas em hospitais e em asilos.

Solidez – Para o maestro Alex Klein, primeiro diretor-geral do Prima, o aniversário de cinco anos do projeto demonstra solidez na proposta de inclusão e formação da cidadania. “Cinco anos de um projeto social significam um marco muito importante. São cinco anos em que o Prima não parou de crescer e de se fortalecer, ganhando adeptos nas escolas, nas comunidades”, disse.

Alex Klein, atualmente no Orquestra Sinfônica de Chicago, pontuou que um dos principais desafios enfrentados na implantação do projeto foi o fato de, há pelo menos 30 anos, não ocorrer proposta similar no Estado. “Houve um grande desencontro entre o espírito inovador do Prima e a falta de investimentos em música de concerto na Paraíba nas últimas três décadas”, lamentou. “Temos de lutar para que o Prima não saia desse patamar, continue incluindo, promovendo a inclusão social”, prosseguiu.

Resultados – Uma das conquistas mais recentes do Prima foi a aprovação de cinco alunos do Projeto na Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (OSPB). Mas, os resultados vão muito além. Ao longo desses cinco anos, os alunos do projeto participaram de grandes festivais de música, a exemplo do Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc), entraram em contato com outras culturas, adquirindo conhecimentos.

Izabella Raiane Ferreira de Sousa conheceu o projeto há três anos. A estudante de música do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPB) não tem dúvidas das transformações que um dos maiores projetos de inclusão social do Governo do Estado promoveu na vida dela. “O Prima foi importantíssimo na minha vida. Desde que entrei para o projeto, abri a minha mente para a educação, para o interesse musical, cresci pessoalmente”, afirmou.

A estudante, natural de Cajazeiras, Sertão do Estado, obteve sete aprovações, entre cursos técnicos e superiores, incluindo instituições públicas e privadas. “Eu não tenho dúvidas de que esse resultado se deve, em parte, à influência que recebi dos professores do Prima para eu me dedicar mais aos estudos. Hoje, faço música no IFPB e também na UFPB”, pontuou.

Reconhecimento – Um dos maiores prêmios do Projeto de Inclusão Social através da Música e das Artes (Prima) foi o reconhecimento da sociedade. Com apenas 20 alunos no início, o Prima se notabilizou pelos resultados obtidos com crianças e adolescentes.

Nesses cinco anos, foram muitos os momentos especiais compartilhados por alunos e professores. Participar do Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc), um dos maiores da América Latina, foi apenas um desses momentos.

O reconhecimento de que o Prima estava no caminho certo esteve também em grandes personalidades da música erudita, a exemplo de Fábio Zanon. Um dos maiores violinistas da música erudita contemporânea doou, em fevereiro de 2015, um violão para os alunos do Polo do Alto do Mateus, em João Pessoa.

Outro grande momento do Prima aconteceu também em 2015, quando alunos do polo de Cabedelo, Grande João Pessoa, tiveram a oportunidade de serem regidos pela maestrina inglesa Catherine Larsen-Maguire.

O Projeto – Atualmente, o Prima atende a mais de 1,2 mil alunos em nove cidades do Estado: João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Guarabira, Itaporanga, Catolé do Rocha, Cajazeiras e em Patos. Ao todo, o projeto tem 11 polos.

Secom-PB


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